ESTUDO: A CEIA DO SENHOR,MEMORIAL DE VITÓRIA ETERNA



UM ESTUDO EM 1 CO 11.23-34

INTRODUÇÃO: Toda vez que celebro e participo da Ceia do Senhor com a Igreja Betel e noto a ausência de muitos irmãos, meu coração se enche de tristeza e apreensão. De tristeza porque percebo na ausência dessas pessoas uma falta de compreensão do significado da Ceia do Senhor; e de apreensão porque eles não sabem que ao deixarem a Ceia do Senhor de lado, estão sendo desobedientes e se privando da comunhão com Cristo. Foi pensado em ministrar sobre a importância da Ceia do Senhor e alertar sobre os perigos da ausência e do fato de participar dela sem um exame pessoal, que o Senhor me trouxe ao coração este estudo. Que sejamos edificados e admoestados.
1. A INSTITUIÇÃO DA CEIA TEVE LUGAR NOITE EM QUE O SENHOR FOI TRAÍDO (11.23)
a) Cristo se preparava para dar à sua igreja a maior demonstração de amor e Judas tramava em como tirar a vida de Jesus. Jesus seguia o plano de Deus para dar sua vida pela igreja. A cruz foi o momento de esmagadora vitória. Cristo na cruz triunfou sobre os principados e potestades. Na cruz ele esmagou a cabeça da serpente. Na cruz ele deu o grito final do nosso êxodo, da nossa independência. Na cruz ele nos comprou para Deus. Sua morte nos trouxe vida. Seu tormento nos trouxe alívio. Seu sangue nos trouxe redenção. O amor de Jesus não diminuiu por saber que estava sendo traído. Ele não recuou no propósito de dar sua vida porque estava sendo alvo de injustiça e ingratidão. Na mesma noite em que foi traído, demonstrou através de um símbolo imortal seu amor mais profundo e ergueu um momento que jamais poderá ser destruído, o monumento do seu amor sacrificial: Ele instituiu a Ceia como Memorial da Igreja até Sua Volta.
2. ANUNCIAMOS A MORTE DE CRISTO COM ALEGRIA E ESPERANÇA (11.24).
a) A cruz de Cristo não foi um acidente, mas uma agenda. Sua morte não foi uma trama de homens maus, mas um gesto de amor incomparável do Pai e uma entrega voluntária do Filho. Cristo não foi para a cruz porque Judas o traiu por ganância, porque os sacerdotes o entregaram por inveja, porque Pilatos o condenou por covardia. Ele foi para a cruz porque o Pai o deu por amor. Ele foi para a cruz porque a si mesmo se entregou por nós. A cruz não foi sua derrota, mas a derrota do diabo e suas hostes. A cruz não foi seu fracasso, mas o lugar onde resgatou com o seu sangue a Sua Igreja.
b)Cristo não foi forçado nem constrangido a assumir o nosso lugar. Ele voluntariamente se entregou. Ele não foi um mártir que morreu por uma causa. Ele eternamente, pessoalmente, voluntariamente se deu, se entregou por amor. Ninguém podia tirar sua vida, ele espontaneamente a deu. O Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo. No Pacto da Redenção, no Conselho da Trindade, o Filho se dispôs a se encarnar, a descer da glória e dar sua vida em resgate da sua igreja. Ele fez isso não com tristeza, mas com ação de graças e por amor.
c)Há duas verdades solenes que são afirmadas no verso 24: a) o corpo de Cristo é dado à igreja pelo Pai. Jesus disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós”. Cristo é o presente de Deus à igreja e a igreja é o presente de Deus a Cristo. Deus deu Cristo à igreja e deu a igreja a Cristo. A Bíblia diz que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito (Jo 3.16). A Bíblia diz que Deus não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32); b)o corpo de Cristo é oferecido por ele mesmo. Jesus disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós”. Cristo foi à cruz não só porque o Pai o deu, mas porque ele voluntariamente se entregou. Não havia conflito entre a vontade do Pai e a sua. Ele e o Pai estavam juntos nessa grande empreitada da nossa salvação.
3. NA CEIA DO SENHOR NÓS NOS APROPRIAMOS DO PODER DA CRUZ (11.26)
a)Saber o que Cristo fez por nós não nos salva. A fé salvadora não é apenas um assentimento intelectual. Não basta saber que Deus existe, que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que ele é o único que pode nos salvar. Esta fé não passa de conhecimento histórico. Ela está apenas em nossa mente, mas jamais descerá ao nosso coração. Esta é uma fé morta.
b)Sentir emoção pelos padecimentos de Cristo na cruz não salva. A fé salvadora não é apenas assentimento intelectual e emoção. Os demônios crêem e tremem. Eles crêem também que Jesus é o Filho de Deus. Eles crêem que Jesus tem todo o poder. Eles crêem nas penalidades eternas. Mas embora tremam diante da autoridade de Jesus jamais receberão a salvação.
c)Precisamos saber, sentir e também nos apropriarmos do sacrifício de Cristo. Na Páscoa Judaica não foi o cordeiro morto que salvou o povo da morte. Nem mesmo foi o sangue derramado do cordeiro que os livrou do castigo. Mas, foi o sangue do cordeiro aspergido nas umbreiras das portas. Quando o anjo do Senhor viu o sangue aplicado, passou por cima e os poupou. Semelhantemente, não basta saber que Cristo morreu e que verteu o seu sangue. É preciso apropriar-se do sacrifício de Cristo pela fé. É preciso comer o pão e beber o cálice, não como um ato físico, mas espiritual. Não recebemos Cristo em nosso estômago, mas em nosso coração. É importante considerar que não se pode participar da Ceia por outra pessoa. Você precisa pessoalmente apropriar-se de Cristo. A não ser que esteja debaixo do sangue não haverá esperança de salvação para você. A salvação não é uma questão de mérito, mas de apropriação do que Cristo fez em seu favor. Quando o anjo passou matando os primogênitos no Egito, a única coisa que podia livrar da morte era o sangue do cordeiro. Assim, também, só o sangue do Cordeiro apropriado pela fé pode salvar você. Méritos, Obras, Religião não podem salvar ninguém.
4. O SACRIFÍCIO SUPREMO DE CRISTO NA CRUZ DEVE SER RELEMBRADO (11.24-26)
a)O sacrifício de Cristo é o ponto culminante da obra redentora. Foi na cruz que ele esmagou a cabeça da serpente. Foi na cruz que ele desbaratou o inferno. Foi na cruz que ele expôs os principados e potestades ao desprezo e triunfou sobre eles. Foi na cruz que ele nos remiu. Foi na cruz que ele fez a paz com o seu sangue. Foi na cruz que ele nos justificou. A cruz é o trono onde conquistou e comprou a sua noiva amada.
b)A cruz é a mensagem central que deve ser proclamada (11.26).Toda vez que a igreja se reúne ao redor da Mesa do Senhor ela está proclamando a mensagem da cruz. Todas as vezes que tomamos a Ceia do Senhor estamos anunciando a morte do Senhor. A cruz de Cristo é o tema central do Cristianismo. Paulo diz para a igreja de Corinto: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2). Abandonar a mensagem da cruz é abandonar o evangelho. Uma igreja não pode ser considerada evangélica a menos que tenha no centro da sua agenda a pregação da cruz de Cristo.
c)A cruz é a mensagem que deve ser proclamada até a volta de Jesus (11.26).Ela deve ocupar a agenda de pregação da igreja em todo tempo. Ela é sempre atual, sempre oportuna, sempre necessária. Não há outra mensagem. Não há outro evangelho. A cruz deve estar no púlpito, nas classes de Escola Dominical, em todos os lugares até Jesus voltar. A celebração da Ceia do Senhor não é temporária, mas é um sacramento que deve ser praticado pela igreja perpetuamente, até a volta de Jesus.
5. A CELEBRAÇÃO DA CEIA EXIGE ALGUMAS ATITUDES DE SEUS PARTICIPANTES (11.24,26-32)
a)Devemos olhar para trás (11.26) – Ele morreu por nós. Devemos relembrar o quanto o nosso Salvador sofreu e o quanto foi humilhado. Ele deixou a glória, esvaziou-se, fez-se servo e se humilhou até à morte e morte de cruz. Devemos nos lembrar do perdão dos nossos pecados e do quanto somos preciosos para Deus a ponto de ele nos amar e dar o seu próprio Filho para salvar.
b)Devemos olhar para frente (11.26b) -Ele voltará para nós. Sua vinda é certa. Sua vinda será breve. Sua vinda será física, visível, audível, poderosa, gloriosa, e vitoriosa. Ele virá para nos levar para a Casa do Pai. Ele virá para nos dar um corpo de glória e para estarmos com ele eternamente e reinarmos com ele para sempre.
c) Devemos olhar para dentro (11.27-32). Ele tem um pacto com a Igreja. Devemos examinar a nós mesmos e não os outros. A ceia é para quem tem vida em Cristo. Aqueles que ainda não receberam a vida eterna em Cristo não devem participar desse banquete. Só os famintos espirituais devem se alimentar de Cristo. Aqueles que têm fome de pecar comerão e beberão para juízo. E também, a ceia exige discernimento, (11.29). Se não compreendemos o sacrifício que Cristo fez na cruz por nós, estaremos desqualificados para participar da Ceia. O corpo místico de Cristo é a igreja. Somos um só pão (1Co 10.17), um só corpo, uma só família. Participar da Ceia exige preparo (11.27) e um exame pessoal (11.28). A ceia deve nos afastar do pecado em vez do pecado nos afastar da ceia (11.28). .A ênfase de Paulo é examinar e comer e não examinar e fugir. Devemos abandonar o pecado por causa da ceia e não a ceia por causa do pecado. A ceia é perigosa para quem vive despercebidamente no pecado (11.29-32). Aqueles que estavam participando da ceia indignamente, estavam atraindo juízo sobre si, doenças, fraqueza e até morte. Se eles se julgassem a si mesmos não seriam condenados. Porque estavam sendo complacentes consigo, em vez de disciplina receberam juízo e condenação.
d) Devemos olhar ao redor (11.33,34). Somos a Família de Deus. Entre nós não deve existir acepção de pessoas. Todos devem estar juntos. Todos devem ter comunhão uns com os outros. Deve existir perdão, aceitação, comunhão. O que quebra a comunhão é o pecado. O que enfraquece a igreja é o pecado. O que traz doença para a igreja é o pecado. O que cansa a igreja é o pecado. Precisamos estar em comunhão com Deus e assim vencermos o pecado
CONCLUSÃO:.A ceia do Senhor é um tempo de dar graças. Dar graças por Jesus. Dar graças pela salvação. Dar graças pela igreja. Dar graças pela comunhão. Dar graças pela vida eterna. Dar graças pela certeza do céu. Dar graças pela vitória sobre o pecado. SOLI DEO GLORIA

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