ESTUDOS BÍBLICOS: “NÃO AMEIS O MUNDO NEM AS COISAS QUE HÁ NO MUNDO“:


UM ESTUDO EM I JO 2.7-18
INTRODUÇÃO: A Bíblia afirma que  a marca do verdadeiro cristão é não amar o mundo. O apóstolo João nos vários motivos pelos quais os cristãos não devem amar o mundo. Vejamos o que podemos aprender com a Palavra de Deus:

I. O MUNDO JAZ NO MALIGNO, V. 15
1. Os três significados da palavra MUNDO
• A palavra “mundo” tem três diferentes significados no Novo Testamento: a) Mundo físico, (At 17:24); b) Mundo humano, (Jo 3:16); c) o sistema que há no mundo , (1 Jo 2:15).O sistema do mundo não deve ser amado.
2. O que significa o Sistema do mundo?
·  Nós usamos a palavra “mundo” como sistema em nossas conversas diárias: o mundo dos esportes, o mundo da política, o mundo da economia. Estamos nos referindo ao sistema que rege e controla esses mundos.
·   Para o apóstolo João, o mundo (sistema) era a sociedade pagã com seus falsos valores, suas falsas maneiras de viver e seus falsos deuses.
·   O mundo na Bíblia é o sistema de Satanás que se opõe à obra de Cristo na terra. Esse sistema se opõe a tudo o que é piedoso (1 Jo 2:16). “O mundo inteiro jaz no maligno” (1 Jo 5:19). Jesus chamou o diabo de “príncipe deste mundo” (Jo 12:31). O diabo tem uma organização de espíritos maus trabalhando com ele e influenciando as coisas deste mundo (Ef 6:11-12).
·  Assim como o Espírito de Deus nos influencia para fazermos a vontade de Deus, as pessoas não regeneradas são usadas pelo diabo para cumprir os seus nefastos planos – “andastes segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2:2).
· As pessoas não salvas pertencem a este sistema do mundo. Elas são filhas do mundo (Lc 16:8). Esse mundo não conheceu a Cristo nem conhece a nós (1 Jo 3:1). Esse sistema odiou a Cristo e odeia a igreja (Jo 15:18).
·  Esse sistema do mundo não é o habitat natural do crente. Nossa cidadania está no céu (Fp 3:20). Estamos no mundo, mas não somos do mundo (Jo 15:15).
·  A ordem para não amar o mundo baseia-se em dois argumentos: Primeiro, a incompatibilidade entre o amor pelo mundo e o amor pelo Pai (v. 15-16) e segundo, a transitoriedade do mundo contrastada com a eternidade daquele que faz a vontade do Pai (v. 17).


II. QUEM AMA O MUNDO NÃO PODE AMAR A DEUS – 2: 15-16
1. O amor ao mundo compromete o nosso amor a Deus Pai – v. 15
·  O amor pelo mundo e o amor pelo Pai são mutuamente exclusivos.
·  O mundo não é tanto uma questão de atividade, mas de atitude interior. É possível ter uma vida externa bonita e um coração cheio de podridão. É possível ser um fariseu, um legalista, um sepulcro caiado. Quantos falsos crentes e falsos pastores existem por aí !
2. O amor ao mundo afeta nossa resposta à vontade de Deus – v. 17
·   “O mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:17). Fazer a vontade de Deus é a alegria de todos aqueles que amam a Deus,(Jo 14:15). Mas quando um crente perde a sua alegria no amor do Pai, fazer a vontade do Pai deixa de ser deleite, para ser peso.
· O mundanismo pode ser definido como tudo aquilo que leva você a perder a alegria do amor do Pai e desencoraja você a fazer a vontade do Pai.
3. O sistema do mundo usa três tipos de sedução  para derrubar o cristão – v. 16
·  A concupiscência da carne se refere às tentações que nos assaltam de dentro para fora. São desejos sórdidos. É viver para o prazer imediato. É endeusar os prazeres puramente humanos. É viver uma vida dominada pelos sentidos. A carne é nossa natureza caída. São os impulsos e desejos que exigem ser satisfeitos. Esses desejos estão dentro de nós, estão no nosso coração.  Uma coisa boa em si mesma pode ser pervertida quando ela nos controla: A fome não é um mal, mas a glutonaria sim. A sede não é um mal, mas a bebedice sim. O sexo não é um mal, mas a imoralidade sim. O sono não é um mal, mas a preguiça sim!
· A concupiscência dos olhos são  as tentações que nos assaltam de fora para dentro. Ser tentado por valores falsos. Os olhos são a lâmpada do corpo e as janelas da alma. Por eles entram os desejos. Cuidado com os seus olhos.
·   A soberba da vida é a  vanglória de coisas passageiras como riqueza, posição, inteligência, poder, beleza, jóias, carros, vestuário. É qualquer ostentação pretensiosa. A glória de Deus é rica e plena; a glória do homem é vã e vazia. O soberbo é aquele que tenta impressionar as pessoas com sua importância. Elas sacrificam a honestidade, a integridade para ostentar poder.
·   Como o crente se torna amigo do mundo (e inimigo de Deus)? Ele se torna amigo do mundo (Tg 4:4), é contaminado pelo mundo (Tg 1:27), acaba se conformado com o mundo (Rm 12:2) e aí é  condenado com o mundo (1 Co 11:32).
III. NÓS NÃO PERTENCEMOS AO SISTEMA DO MUNDO, V. 12-14
1. Os três estágios da Vida Cristã – v. 12-14
·  João não está descrevendo idade físicas, mas estágios de desenvolvimento espiritual, pois a família de Deus tem membros de diferente maturidade. Os filhinhos são os recém-nascidos em Cristo. Os jovens são cristãos mais desenvolvidos e fortes na luta espiritual, enquanto os pais possuem a profundidade e a estabilidade da experiência cristã.
· A vida cristã não é só gozar o perdão e a comunhão com Deus, mas combater o inimigo. O perdão dos pecados passados deve ser acompanhado pela libertação do poder atual do pecado.
· O cristão é aquele: 1) Filhinhos: Foi perdoado e conhece o Pai; 2) Jovens – Tendes vencido o maligno, sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós; 3) Pais: conheceis aquele que existe desde o princípio.
·  As marcas do verdadeiro cristão são: a) O perdão mediante Jesus; b) O crescente conhecimento de Deus; c) A força vitoriosa contra o Maligno.
IV. O MUNDO PASSA, MAS NÓS ESTAMOS DESTINADOS À ETERNIDADE, V. 17
1. A transitoriedade do mundo – v. 17
· Outra razão porque não devemos amar o mundo é que o mundo com suas trevas já está se dissipando (2:8) e os homens com sua concupiscência mundana passarão com ele.
· O mundo não é permanente. Um dia esse sistema passará. Seus prazeres e encantos passarão. Um cristão maduro considera-se estrangeiro e peregrino sobre a terra (Hb 11:13). Ele não tem cidade permanente aqui, mas procura a cidade que está por vir (Hb 13:14). Não podemos nos sentir em casa aqui neste mundo.
· João está contrastando dois tipos de vida: a vida vivida para a eternidade e a vida vivida para o tempo. Uma pessoa mundana vive para os prazeres da carne, mas um cristão dedicado vive para as alegrias do Espírito. Um crente mundano vive para as coisas que pode ver, os desejos dos olhos; mas um crente espiritual vive para as realidades invisíveis de Deus (2 Co 4:16-18).
· O homem que se apega aos caminhos mundanos está entregando sua vida a coisa que literalmente não têm futuro. O homem do mundo está condenado ao desengano, à desilusão. O mundo é um beco sem saída.
2. A permanência eterna daqueles que fazem a vontade de Deus – v. 17
· Mesmo depois que este mundo acabar  e mesmo depois que tudo isso for esquecido e este mundo tiver dado lugar aos novos céus e à nova terra, os fiéis servos de Deus permanecerão para sempre, refletindo a glória de Deus por toda a eternidade.
3. A suprema importância de conhecer a fazer a vontade de Deus – v. 17
·  A vontade de Deus não é alguma coisa que devemos consultar esporadicamente como uma enciclopédia, mas é alguma coisa que deve controlar nossas vidas. A questão não é se isso ou aquilo é certo ou errado, é bom ou ruim, mas se isso ou aquilo é a vontade de Deus para mim.
·  Deus deseja que nós compreendamos sua vontade, mas do conhecê-la (Ef 5:17). “Deus fez conhecido os seus caminhos a Moisés e seus atos aos filhos de Israel” (Sl 103:7). Israel conheceu o que Deus estava fazendo, mas Moisés conheceu porque ele estava fazendo.
·    Um crente mundano não tem apetite pela Palavra de Deus. Precisamos experimentar toda a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a nossa vida.

CONCLUSÃO: O cristão está no mundo (Jo 17:11), mas não é do mundo (Jo 17:14). O cristão é chamado do mundo e enviado de volta ao mundo como luz e testemunho (Jo 17:18). • Temos que ter cuidado porque o mundo entra no cristão pela porta do coração: “Não ameis o mundo...” (1 Jo 2:15). Que possamos viver sempre  lembrando que o amor ao mundo é o amor que Deus odeia!. Aquele que faz a vontade do Senhor permanece para sempre. Amém.
 

 
   

5 comentários:

Samuel Santos disse...

Muito bom este estudo, de fácil entendimento e numa linguagem simplificada. Que o Senhor Jesus continue dando-lhe sabedoria amado pastor.

Waldberg Pereira disse...

Amém , benção !!

PASTOR. NATANAEL PEREIRA BATISTA disse...

MUITO FORTE GOSTEI

Genilson Coutinho disse...

Benção, está é a necessidade que muitos cristãos tem de adquirir este conhecimento.Amem!

Unknown disse...

muito bom !!!!

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